

CANDOMBLÉ
Candomblé é religião animista, original da região das atuais Nigéria e Benin, trazida para o Brasil por africanos escravizados e aqui estabelecida, na qual sacerdotes e adeptos encenam, em cerimônias públicas e privadas, uma convivência com as forças da natureza e ancestrais.

CONGADO
CONGADO OU CONGADA
O Congado vem do termo congo, que significa congar, dançar. É uma memória que vem com os escravizados do antigo Reino do Congo, na África Central, com a essência de festejar algum momento.
Os Congados ou Reinados
“Os Congados, ou Reinados, são um sistema religioso alterno que se institui no âmbito mesmo da encruzilhada entre os sistemas religiosos cristão e os africanos, de origem banto, através do qual a devoção a certos santos católicos, Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santa Ifigênia e Nossa Senhora das Mercês, processa-se por meio de performances rituais de estilo africano, em sua simbologia metafísica, convenções, coreografias, estrutura, valores, concepções estéticas e na própria cosmovisão que os instauram.
Performados por meio de uma estrutura simbólica e litúgica complexa, os ritos incluem a participação de grupos distintos, denominados guardas, e a instalação de um Império negro, no contexto do qual autos e danças dramáticas, coroação de reis e rainhas, embaixadas, atos litúrgicos, cerimoniais e cênicos, criam uma performance mitopoética que reiterpreta as travessias dos negros da África às Américas.
Relatos de viajantes e outros registros orais e escritos mapeiam a sua existência desde o século XVII, em Recife, e sua disseminação por outras regiões do território brasileiro, em muitos casos vinculados às Irmandades dos Pretos.
Em sua estrutura, os festejos dos Congados são ritos de aflição e religação fundados por um enredo cosmogônico que se desenvolve através de elaborada estrutura simbólica; um teatro do sagrado, cuja performance festiva nos remete ao cenário do ritual, como uma orquestração de ações, objetos simbólicos e códigos sensoriais, visuais, auditivos, cinéticos, olfativos, gustativos, repletos de música e de dança.”
O trecho de texto acima foi retirado do Artigo de Leda Martins “Performances da oralitura: corpo, lugar da memória” – UFMG Letras Nº 26-Língua e Literatura: Limites e Fronteiras

AFOXÉ
FILHAS DE GANDHI
De origem Yorubá, a palavra afoxé poderia ser traduzida como “o enunciado que faz acontecer“. Há um consenso entre os pesquisadores de que o afoxé tem origem na Bahia. O termo afoxé, oriundo da África, denota a festa profano-religiosa efetuada pela nação no momento oportuno, a qual é manifestada através do ritmo ijexá.
Arte da Yabás
Arte das Yabás é o novo projeto das Filhas de Gandhy voltado para a formação social e cultural das mulheres. A programação conta com oficinas de percução, xequerê, figurino afro, aulas práticas de cortejo, palestras, rodas de conversa e muito mais.
Tudo pensado para fortalecer o protagonismo feminino por meio da arte.
O lançamento oficial aconteceu em 7 de agosto (não cita o ano) na sede do Afoxé, no Pelourinho.
O projeto Arte das Yabás foi contemplado pelos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e conta com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, atravéz da Secretaria de Cultura do Estado em parceria com o Ministério da Cultura – Governo Federal.
FONTE: https://afoxefilhasdegandhy.com/

ILÊ IFÁ
ILÉ IFÁ tem finalidades nos âmbitos da educação, cultura e religião. Um de seus objetivos é promover o resgate cultural Yorubá em meio à composição multicultural e plurirracial do Brasil, gerando conhecimento através de estudos e práticas religiosas de matriz africana, estimulado pelo intercâmbio de devotos e sacerdotes entre Brasil e Nigéria (África do Oeste). Ilé Ifá continuamente busca o título de referência cultural Yorubá no cenário religioso brasileiro.

MISSA CONGA
Essa celebração substitui a liturgia católica tradicional por cânticos, instrumentos, ritmos e danças típicos das Guardas de Congado, honrando a ancestralidade e a resistência afro-brasileira. Em Minas Gerais, é muito comum que essas missas marquem datas históricas, como as comemorações do dia 13 de Maio (Abolição da Escravatura), abrindo os tradicionais Reinados.
Missa Conga na Igreja Católica
Essa missa põe em diálogo a liturgia da igreja católica e a religiosidade popular.
As guardas se preparam para entrar na igreja e o passado – tão presente – traz à lembrança as portas do templo, sempre fechadas aos fiéis de pele negra. O capitão da guarda faz o lamento, e perto dele permanece um jovem, que será futuramente o conhecedor das palavras sagradas. É assim que a gunga de Arthur Camilo se perpetua, pela própria consciência da necessidade do ensinamento às gerações mais jovens.
Cessando o lamento a voz de outro capitão, faz se forte e clara, lembra que a igreja é de Deus e que a missa será celebrada pelo Rei Eterno:
“O sô padro abre a porta
O! que o nego qué entrá
Qué ouvi a santa missa
Que o padro Eterno vai celebrá”
O canto acompanha a porta que se abre, par a par, para a entrada dos negros: simbolicamente, os escravos penetram primeiro. Entram o reino coroado, as guardas e o povo.
Os primeiros bancos da igreja são ocupados pela corte e autoridades, a guarda de Congo à direita do altar e a guarda de Moçambique à esquerda. Segue a liturgia da igreja católica, sendo que os cantos das guardas pontuam os momentos: Evangelho, Ofertório, Saudação entre os fiéis, Comunhão e Encerramento.

REISADO
REISADO é uma festa popular que se realiza na véspera e no dia de Reis. A festa é como um teatro de rua, ou auto-popular, em que crianças e adultos (ou brincantes) se fantasiam para homenagear os três Reis Magos: Gaspar, Melchior e Baltazar, que levaram ouro, incenso e mirra ao Menino Jesus.

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
Documentário gravado em Prudente de Morais/MG pelo diretor/cineasta Ayron Borsari, como parte da programação do “1º Mês da Cultura 2019”, promovido pelo Conselho Municipal de Patrimônio Cultural.
28′ 17″

